18 novembro 2008

...apenas sinta!

Olha lá fora. Ao menos por um instante permita-se sentir aquilo que é necessário no momento, o equilibrio e a viajem nas nuvens. Feche seus olhos e lentamente nos imagine a voar por ai, sinta os passos das nossas caminhadas sobre campos verdes e desfrute do que a imaginação lhe possibilitar. Sinta a primavera a flor da pele, e eu sentirei também. Imagine e aguarde anciosamente por dias de sol e um belos fins de tarde, o mais esperados. Sinta-se capaz e tire sua voz trêmula e trágica das suas linhas, a porta está aberta.Doce e leve beijo, mãos com sabor de flores do campo, uma flor.

Um rápido desejo...

E eu me sinto como uma bolha cheia de ar. Saio loucamente a voar por aqui e por ali, lá e acolá, estou sem pressa alguma para explodir em mil partículas coloridas condensadas com muita energia. Sinto-me voluptuosa e cheia de dentes.
Meu apreço por suas curvas e sabores exala em minha pele e me lança diretamente ao futuro incerto que existe dentro de nós. Sou a mulher de short jeans curto, mulher de cabelos ao vento, a mulher contraditória de mil faces e sorrisos. Todo tempo a flor da pele com minhas euforias e desejos insaciáveis, rápidos e momentâneos. Minha continua degustação dos sabores da terra começa ao nascer do sol e não termina seu ciclo ao se pôr. A vida faz parte do todo, é como uma teia toda interligada, cheias de paixão.
Foram tantos lugares que a bolha se perdeu, voou sob vales e cachoeiras, desviou das folhas secas que caiam no chão e colidiu com as flores roxas no jardim ensolarado. Uma bolha de muitos amores e situações divergentes.
Minha única verdade é a incerteza, meu único objetivo é a busca pelo momento em que eu vou estar a onde eu queira estar. Agora restam apenas as reticências lançadas por mim a você.