
31 março 2009
09 dezembro 2008
Sobre a coragem...
Há vários significados para a palavra coragem, mas aqui ela define-se como firmeza de ânimo ante os sofrimentos. E a gente sofre! Sofre por amor, pela ausência, pela morte, por uma doença, uma decepção. E diante desses sofrimentos vamos aprendendo a sermos fortes e corajosos.Ser corajoso não é necessariamente sair batendo em ‘todo mundo’. Pelo contrário. É agüentar – figuramente – as porradas que a vida nos dá de cabeça erguida. Não é fácil, eu sei. Existem momentos que pensamos em desistir e deixar a fraqueza e as lágrimas tomarem conta. Mas só por uns minutos, não é mesmo?! (Mesmo que não, que seja assim).
Ter coragem é dizer o que você pensa, é fazer aquilo que acredita ser capaz – e que muitas vezes os outros duvidam -, é arriscar, decidir, ousar, desafiar! Pra ser sincero todos nós temos os nossos medos, mas aqueles que sabem controlá-los são os que tem coragem de enfrentá-los. E se você é confiante ninguém pode arrancá-la de ti.
Certa vez eu li que coragem vem da mesma COR que forma coração. A COR da coragem. A COR do coração. Assim é, porque os romanos consideravam que a coragem tem mais a ver com o coração do que com a razão. Sendo assim, que tenhamos sempre essa cor dentro da gente!
Se depois de ler tudo isso você ainda não se considera corajoso, saiba que coragem não é saber enfrentar o seu próximo, mas a si mesmo. Difícil?
“As ações e os sentimentos do corajoso refletem o que vale a pena e o que a razão prescreve."
(Aristóteles)
• Texto de Lorena Morais.
28 novembro 2008
O FIM É LINDO
Um casal diante do fim terá a grande noite de sua vida por não prever uma próxima.Sairá do esconderijo porque não se vê mais seguro. Mostrará do que é capaz. Queimará o que guardou, não fará mais nenhum jogo, esquecerá a sedução e os conselhos dos amigos. Mais intensidade do que intenção.É o escândalo da verdade. Tímidos se transformam em terroristas, calmos ficam enervados, pacientes se portam como histéricos. Por um instante, não há medo de fazeras propostas mais desvairadas, confessar palavras reprimidas, estender os olhos como um lençol limpo.O fim é lindo. Do crepúsculo, de uma vela, de uma chuva. O fim é esperançoso, exigente. Pancadas de beleza.O som e o sol pulam como um suicida ao avesso para dentro da vida.
"Passei a vida aprendendo a respeitar teu espaço.
Como povoá-lo após tua partida?"
Fabrício Carpinejar
(Sétima elegia, Terceira Sede)
18 novembro 2008
...apenas sinta!
Olha lá fora. Ao menos por um instante permita-se sentir aquilo que é necessário no momento, o equilibrio e a viajem nas nuvens. Feche seus olhos e lentamente nos imagine a voar por ai, sinta os passos das nossas caminhadas sobre campos verdes e desfrute do que a imaginação lhe possibilitar. Sinta a primavera a flor da pele, e eu sentirei também. Imagine e aguarde anciosamente por dias de sol e um belos fins de tarde, o mais esperados. Sinta-se capaz e tire sua voz trêmula e trágica das suas linhas, a porta está aberta.Doce e leve beijo, mãos com sabor de flores do campo, uma flor.
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